quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

 

A LENDA DAS GIESTAS.

Segundo reza a lenda, conhecida como "lenda das Maias", estas foram utilizadas pelos judeus para identificarem a casa onde Jesus Cristo, ainda bebé, pernoitava, quando a sua família tentava escapar à morte decretada por Herodes. Pelos vistos, inexplicavelmente, na manhã seguinte todas as portas dessa localidade tinham um ramo de Maias nas suas fechaduras, impossibilitando assim aos soldados de Herodes identificar o local onde estava Jesus.

Segundo a mesma lenda, nasce aí o velho ritual que ainda hoje podemos encontrar um pouco por todo o país, mas principalmente nas localidades do norte. Dizem também que se colocam as giestas (conhecidas em muitos locais como Maias, devido a florirem normalmente no mês de Maio) em todas as fechaduras de portas e janelas para defender a casa e impedir que os espíritos maus, as bruxas e toda a maldade possa invadir o espaço "sagrado" por excelência que é o lar, a habitação familiar.

A giesta quando florida é muito bonita e cheira bem.

Copiei de um "post" do Facebook por achar interessante

Um dia destes voltarei


sexta-feira, 30 de outubro de 2020


O OUTONO

Chegou o Outono,
Vem com ele a nostalgia
Das tardes calmas e cinzentas.
Abro a janela
Uma doce brisa beija-me o rosto
Entristecido pela saudade
Dos outonos já vividos.


Olho o Céu 
Novelos de brancas nuvens
Caminham alegremente para o mar,
Como Romeiros em dia de festa.
Folhas amarelecidas
Soltam-se dos plátanos,
Ensaiam uma dança leve e graciosa,
Caindo por fim no chão,
Oferecendo a quem passa,
Um tapete de sonhos e emoção.

M.J. III Antologia de Poetas Lusófonos


 

terça-feira, 14 de julho de 2020

MALCATA

Rasga-se a terra
Qual ventre de mulher
Nasce o Sol
Nasce a Criança
Confundem-se os risos
E os gritos,
O chilrear do rouxinol
A algazarra das crianças
E as andorinhas no beiral

Malmequer bem-me-quer
Rosa em botão
Orvalho fresco pelo chão.
Lírio roxo, lírio branco,
Cantam as lavadeiras.
Estevas, chagas do Senhor
Giestas floridas, acácias,urzes!!!
Louvado seja o Criador!

M.J.
III Antologia de Poetas Lusófonos

As minhas raízes

               5  Junho 1900                             5 de  Julho 1921
             11 de Julho 1983                         21 de Junho 1971

Viemos de muito longe,
Aqui chegados, ficamos encantados com a paisagem
As pedras quentes, rasgam-se,e delas nascem flores.
Os rios correm velozes e saltam sobre as fragas
Os pássaros cantam ao desafio com as lavadeiras lá da ribeira.
Os dias são mansos e longos
Verão quente, inverno frio
Ficámos, por isto, e por muito mais...

terça-feira, 30 de junho de 2020

Camélia plantada por mim, para homenagear a mãe que em maio completou 94 anos

CAMÉLIAS

Camélias são flores ideais
Adorno dos passos reais
Só dela se quis rodear, a morta de amores
Que viveu para amar
E foi com certeza por vê-las
Ardendo em rubor tão singelas
Que Deus justo e bom perdoou
No último alento a quem tanto as amou
Camélias, tão rubras, tão vermelhas
São chamas de cetim
Camélias, são bocas que em centelhas
Dão beijos de carmim
Formosas, triunfam do ciúme
De qualquer outra flor
Com as Rosas, embora sem perfume
Competem no fulgor
Vaidosa a Camélia gentil,
Na sua altivez senhoril
Reflecte a grandeza, o esplendor
Que Sintra coquete impõe ao seu redor
Camélias sanguíneas tão belas
Orgulho de nobres lapelas
São chagas de cristo a vibrar
Que só ficam bem no frontal de um altar.


https://youtu.be/KIw3_FT9rAc


Corina Freire - Camélias