sexta-feira, 22 de maio de 2020

EM TEMPOS DE PANDEMIA
Em tempos de pandemia, a vida corre lentamente. Só os meus pensamentos andam a mil!!  Depois de quase duas semanas de isolamento social começo a fazer o meu registo para a COVID 19. Não há planos para o dia seguinte. Todos os dias faço o registo dos meus contactos pessoais, que reduzo ao estritamente necessário.
 As notícias de hora a hora, a TV e o portátil estão ligados o dia todo. À 12H a conferência de imprensa da DGS. Às 17H a conferência da D.R.Açores. Só se fala da pandemia. A 17 de março é decretado o estado de calamidade no concelho de Ovar. O número de casos positivos disparou de forma surpreendente, e o presidente do Município recorre a cerco sanitário, para conter a propagação do vírus. No norte do país aumentam os casos, dado que é no norte que existem muitas empresas que nesta altura participam nas feiras internacionais. Os casos são supostamente importados devido a essas deslocações às feiras a Itália e a Espanha, por parte dos nossos empresários.
Surgem as notícias de casos positivos nos lares residenciais. Tinham sido proibidas as visitas dos familiares aos lares. Na minha opinião uma situação que eu jamais aceitaria caso tivesse a mãe no lar. Se o familiar não estivesse dependente de assistência permanente, digo, na minha opinião, deveria ser entregue a algum familiar que o pudesse receber temporariamente. Então, interrogo-me: como é que os familiares dos utentes não podem fazer as visitas, e os funcionários dos mesmos, todos os dias regressam ás suas casas, depois do turno de trabalho?
Por precaução, pedi de imediato a suspensão do apoio domiciliário que era prestado á minha mãe, desde janeiro, no momento em que percebi o risco a que ambas estávamos expostas com o serviço prestado pela equipa de apoio domiciliário, que no meu entender não se apresentava devidamente protegida.
Verifica-se uma correria desenfreada aos supermercados. Açambarca-se tudo, Bens alimentares, álcool, desinfetantes, tudo, incluindo grandes quantidades de papel higiénico. Até hoje não percebi porquê.
Para tentar manter alguma serenidade, criei um grupo de conversas virtuais através do Facebook, com as minhas colegas das Artes. Todos os dias partilhamos ideias e mostramos os trabalhos que vamos fazendo, para matar o tempo, numa tentativa de esquecer o vírus.

Leiria 29 março 2020 

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