D’entre a paz que há na terra
Quando a noite flutua
Brilha a giesta na serra
Á luz branca da lua
Sobre a serra sem lamentos
A giesta vive só
Sacudida pelos ventos
E coberta pelo pó
É bravia mas encerra
No seu todo de humildade
A modéstia desta terra
Do amor e da saudade
Mesmo quando já não presta
E o inverno é de tremer
Aproveitam-se as giestas
P’rós velhinhos aquecer
E as fagulhas crepitando
Na braseira incendiada
Ainda estão como evocando
Da giesta a flor doirada.
Versos de Silva Tavares
Música de Alves Coelho
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